As redes sociais surgiram como meios de grande influência em vários segmentos. Na atividade política, essas ferramentas estão contribuindo sobremaneira para a construção ou desconstrução de imagens e disseminação de ideias.

Até pouco tempo atrás, a opinião pública era formada com base em dados passados pelos veículos de comunicação tradicionais como jornal, rádio e televisão. Hoje, na era da tecnologia, Twitter, Facebook, Instagram, Google+ e tantos outros servem para espalhar subsídios diversos sobre pessoas, partidos e governos. É um amálgama de escritos, números, imagens, vídeos de todo tipo que enchem os internautas de curiosidade.

Já existe pesquisa que indica a internet como a fonte de informações que mais influencia o eleitor na escolha dos seus candidatos. Infelizmente, o uso indevido, por parte de alguns, acaba impedindo o bom proveito desse método ultramoderno de publicação. É que os oportunistas se valem dos falsos perfis para difundirem aleivosias, e essas inverdades acabam incutindo, na mente dos desavisados, impressões eivadas de falsidades.

A tecnologia veio, indubitavelmente, para facilitar as nossas vidas, mas o estilo reprovável dos que faltam com a verdade acaba desvirtuando os objetivos primordiais desses instrumentos. Os pusilânimes, que estão presentes e dissimulados na vida real, atuam mais disfarçados no mundo virtual.

Por essa razão, a atividade política fica contagiada pelo rumor suscitado por aqueles que não se põem como autores dos seus próprios atos, no entanto, como acionadores que disparam boatos e confundem quem busca a verdade de boa fé.

Seria conveniente, portanto, que todos empregassem esses mecanismos de comunicação para proporcionar discussões frutíferas. Afinal de contas, as redes sociais permitem uma interação ilimitada com pessoas situadas nos pontos mais longínquos, o que possibilita desenvolver conceitos ricos sobre os mais variados temas. Lançar mão da desfaçatez é um disparate que só afaga os imbecilizados.

Agora, considerando apenas os aspectos positivos, a internet proporciona a todos, e de forma igualitária, condições necessárias para expressar a sua linha de pensamento e manter um intercâmbio constante entre os seus concidadãos. Trata-se de um sistema contemporâneo, democrático e sem obstáculos. Apesar disso, ainda existem problemas para os mais carentes. É que os serviços não são baratos, e as operadoras disponibilizam métodos de navegação diferenciados. Desse modo, a velocidade, a conectividade e outros itens respectivos produzem dois tipos de internautas: uns mais favorecidos tecnologicamente e outros menos.

Como podemos observar, temos, atualmente, um palanque imaginário que pode ser ocupado por quem almeja disputar cargos eletivos. E assim como o tablado real, ele é o ponto de envio de verdades e mentiras, o que compele o cidadão, que faz a escolha dos seus representantes, a ter uma grande responsabilidade na hora de analisar as informações transmitidas via web.

A democracia está evoluindo de forma célere em função das tecnologias existentes e das que estão por vir, e como os recintos de discussões criados nas redes sociais também comportam distorções, é necessário que o eleitor seja prudente, racional e procure a verdade fidedigna.

Não obstante as ações contraproducentes, a internet é espetacular, ajuda a revelar ideias e a atuação dos partidos e políticos. Quem fizer bom uso dela sagrar-se-á vencedor. Espero que evolucione, tornando-se universal e gratuita. Esse é, incontestavelmente, o melhor espaço para uma nova democracia.

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